Cisto Coloide do Terceiro Ventrículo

O cisto coloide é uma lesão benigna que habitualmente se localiza no terceiro ventrículo, próximo aos forames de Monro — uma região fundamental para a circulação do líquido cefalorraquidiano. Embora seja um tumor benigno, pode obstruir o fluxo do líquido e provocar hidrocefalia, cefaleias intensas, distúrbios de memória, alterações visuais e até quadros neurológicos graves.

Nossa equipe é especializada em cirurgia endoscópica ventricular, uma técnica minimamente invasiva que permite ressecar esse tipo de lesão evitando craniotomias amplas e reduzindo a agressão cirúrgica.

O caso clínico que apresentamos é o de uma paciente com cefaleias progressivas e episódios de hipertensão intracraniana. Os exames mostraram um cisto coloide do terceiro ventrículo associado a dilatação ventricular. Foi feita uma ressecção endoscópica completa por meio de neuroendoscopia ventricular e a paciente evoluiu favoravelmente, com resolução dos sintomas e circulação ventricular adequada nos controles posteriores.

A cirurgia foi feita por meio de uma abordagem neuroendoscópica ventricular, através de uma pequena incisão e de uma trepanação milimétrica. Com visão endoscópica de alta definição, identificou-se o cisto coloide, fez-se a abertura da sua cápsula, a evacuação do seu conteúdo e, em seguida, a ressecção microcirúrgica da parede cística.

Esse tipo de abordagem permite evitar craniotomias amplas, reduzir a lesão do tecido cerebral, obter uma recuperação pós-operatória mais rápida com menos dor e diminuir o tempo de internação.

Sintomas

  • Cefaleias intensas, frequentemente posicionais ou de início súbito
  • Náuseas e vômitos
  • Distúrbios de memória recente e dificuldade de concentração
  • Episódios de perda súbita de força nas pernas ("drop attacks")
  • Visão turva ou dupla
  • Tonturas e distúrbios do equilíbrio

Diagnóstico

  • Ressonância magnética cerebral — exame de escolha, confirma o diagnóstico
  • Tomografia computadorizada cerebral — útil em sintomas agudos e para avaliar o tamanho ventricular
  • Avaliação neurológica completa
  • Avaliação oftalmológica com campo visual quando há sintomas visuais

Tratamento

O tratamento do cisto coloide depende do tamanho da lesão, da presença de hidrocefalia e dos sintomas do paciente. Em cistos pequenos e assintomáticos encontrados de forma incidental, pode-se indicar acompanhamento periódico com ressonância magnética.

Quando o cisto produz sintomas, cresce progressivamente ou gera obstrução do fluxo do líquido cefalorraquidiano, a cirurgia é o tratamento de escolha. A técnica preferida hoje é a neuroendoscopia ventricular, que permite ressecar o cisto por meio de uma pequena abertura no crânio, evitando craniotomias amplas.

Em casos pontuais nos quais a hidrocefalia já está descompensada ou o acesso endoscópico está limitado, pode ser necessária a colocação de uma derivação ventriculoperitoneal ou uma abordagem microcirúrgica complementar.

Nossa abordagem

  • Equipe especializada em cirurgia endoscópica ventricular de alta complexidade
  • Abordagem minimamente invasiva que reduz a agressão sobre o tecido cerebral
  • Visualização endoscópica de alta definição durante todo o procedimento
  • Acompanhamento personalizado a longo prazo com controles por imagem
Caso clínico

Perguntas frequentes

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