As fístulas de LCR pelas fossas nasais podem ser pós-traumáticas, surgir após uma cirurgia da base do crânio ou ser simplesmente espontâneas — esta última, a causa mais frequente. Decorrem de um defeito na base do crânio, tanto no plano ósseo quanto no dural, que permite a saída de LCR para o exterior. Por ter uma comunicação com o exterior, o cérebro fica sob risco de meningite bacteriana ascendente por germes comuns das fossas nasais.
Clinicamente, apresentam-se como saída de um líquido transparente como água, nada viscoso, unilateral, sem odor, de gosto salgado, cujo fluxo aumenta quando o paciente se levanta e inclina a cabeça para frente. Podem ser contínuas ou intermitentes, manifestar-se com meningite de repetição ou com convulsões, quando se associam a tecido cerebral herniado pelo defeito, constituindo uma meningoencefalocele.




